Diz-se sobre Educação: "Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano ou ainda civilidade, polidez". Esta simples definição "Aureliana" demonstra a situação de Passo Fundo, que nas últimas semanas, veio ao público através da mídia.
Quem quer que ouvisse as rádios passofundenses, acessasse os jornais on-line ou os lesse impressos pode constatar, mesmo à quilômetros de distância a falta de educação no descarte do lixo produzido na cidade.
O fato se acentuou e ganhou destaque em virtude dos feriados de Natal e Ano Novo, quando provavelmente, o número de garis e caminhões circulando tenha sido reduzido; o que de fato também é justo afinal todos tem direito de passar as festas tradicionais em família.
O que então foge à normalidade é a educação (ou melhor falta dela); eram enormes as pilhas e amontoados que se acumulavam não nas lixeiras e arredores - o que seria normal - mas sim nas rodovias perimetrais, terrenos baldios e lugares descabidos para este fim.
Este acontecido desencadeou uma série de outros. Começando com o fato das horas de trabalhado aumentadas dos garis, quais o prefeito Dipp autorizou muito antes dos feriados para que se desse conta do recolhimento de dejetos. O que seria solução, gerou descontentamento por parte dos trabalhadores que se queixaram da jornada laboral, falta de condições de trabalho ocorrendo inclusive acidentes, transporte em péssimas condições, etc., que estão sendo abordados por estes dias na mídia passofundense.
E sobre a Educação, Passo Fundo, uma cidade conhecida como polo educacional, cultural que abrange o conhecimento intelectual e a "polidez" citados à princípio, não se classifica desta forma quando se demostram situações deste tipo. A não ser que a definição para Educação tenha mudado e a nova versão do Aurélio não tenha chegado ainda à Passo Fundo, não estamos fazendo jus ao significado, à fama, tampouco à civilidade básica de qualquer pessoa.
Dulciana Sachetti